O ITCMD mais caro em 2026 já vem gerando dúvidas entre herdeiros, famílias e sucessores em todo o Estado de São Paulo.
Consequentemente, nos últimos dias, muitas pessoas passaram a procurar o escritório para entender como o aumento do imposto sobre herança e doação poderá impactar inventários e planejamentos sucessórios.
Com as mudanças tributárias previstas para 2026, o ITCMD deixará de seguir apenas a alíquota fixa de 4% e passará a adotar um modelo progressivo, que pode alcançar até 8%, dependendo do valor do patrimônio transmitido.
Na prática, quanto maior o patrimônio, maior poderá ser o imposto pago pelos herdeiros.
Portanto, a mudança aumenta a preocupação de famílias que possuem imóveis, empresas ou investimentos, principalmente diante dos altos custos envolvidos.

O que mudou com o aumento do ITCMD em 2026?
O ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é o tributo cobrado sobre heranças e doações.
Antes, em São Paulo, a cobrança seguia uma alíquota fixa de 4%. No entanto, a partir de agora, com o novo modelo progressivo, o imposto poderá aumentar conforme o valor dos bens transmitidos.
Essa mudança acompanha o movimento nacional de reforma tributária patrimonial e sucessória.
O impacto do ITCMD pode atingir principalmente:
- famílias com imóveis de alto valor;
- empresários;
- produtores rurais;
- holdings familiares;
- investidores;
Como funciona o ITCMD?
O ITCMD é um imposto estadual. Isso significa que cada estado possui regras próprias sobre cobrança, alíquota e cálculo.
O imposto incide sobre:
- imóveis;
- veículos;
- aplicações financeiras;
- quotas empresariais;
- doações;
- demais bens e direitos.
Ademais, a base de cálculo considera o valor de mercado do patrimônio na data do falecimento ou da doação.
Isto é, o valor usado pela Fazenda Pública não será o da data abertura do inventário, mas sim o valor existente no momento do óbito.
| A título de ilustração: Se uma pessoa faleceu em 2020 e o inventário somente foi iniciado em maio de 2026, a Secretaria da Fazenda utilizará, em regra, a tabela FIPE correspondente ao período do óbito para avaliar os veículos. Da mesma forma, em relação aos bens imóveis, a avaliação deverá considerar o valor de mercado do ano de 2020, e não o valor atualizado de 2026. |
Atenção ao prazo do inventário
Com efeito, muitas famílias acreditam que podem adiar o inventário sem enfrentar consequências jurídicas e financeiras. No entanto, isso é um erro bastante comum.
Além disso, com o ITCMD mais caro em 2026, atrasar a abertura do inventário poderá gerar impactos financeiros ainda maiores para os herdeiros.
O atraso no inventário pode gerar:
- multa;
- juros;
- atualização monetária;
- bloqueio de contas bancárias;
- dificuldade na venda de imóveis;
- problemas patrimoniais e bancários.
Em São Paulo, por exemplo, o inventário deve ser iniciado dentro do prazo legal previsto no Código de Processo Civil – 2 meses contados do falecimento. Caso contrário, os herdeiros poderão sofrer penalidades tributárias e encargos adicionais.
Exemplo prático do cálculo do ITCMD
Para entender melhor o impacto do aumento do ITCMD, imagine uma herança composta por:
- imóvel de R$ 900 mil;
- veículo de R$ 100 mil;
- aplicações financeiras de R$ 500 mil.
Nesse cenário, o patrimônio total transmitido será de R$ 1,5 milhão.
| Simulação com ITCMD de 4% Inicialmente, considerando a alíquota fixa de 4%, o cálculo será: R$ 1.500.000 × 4% Assim, o valor aproximado do imposto será de R$ 60 mil. |
| Simulação com ITCMD de 8% Por outro lado, caso seja aplicada a alíquota progressiva de 8%, o cálculo será: R$ 1.500.000 × 8% Nesse caso, o valor aproximado do imposto será de R$ 120 mil. |

Na prática, portanto, com a progressividade do ITCMD, o custo do inventário poderá dobrar dependendo da faixa de tributação aplicada.
Vale a pena fazer planejamento patrimonial?
Em muitos casos, sim. O planejamento sucessório pode reduzir riscos, evitar litígios e facilitar a organização patrimonial da família.
Além disso, acompanhar as mudanças legislativas se tornou essencial diante das novas regras do ITCMD.
Conclusão – ITCMD mais caro em 2026
Atualmente, o ITCMD mais caro em 2026 trouxe preocupação para famílias, herdeiros e empresários em todo o Estado de São Paulo.
Além disso, com a possibilidade de tributação progressiva de até 8%, o custo do inventário poderá aumentar significativamente nos próximos meses e anos.
Dessa forma, famílias com patrimônio imobiliário, empresarial ou financeiro devem acompanhar atentamente as mudanças legislativas para evitar impactos tributários inesperados.
Por esse motivo, buscar orientação jurídica especializada e iniciar um planejamento sucessório adequado pode fazer diferença na proteção do patrimônio familiar.



















