Boa noite, pessoal! Nosso post de hoje é sobre: Como a Reforma Tributária 2027 afeta o nosso bolso?

A Reforma Tributária tem sido a principal fonte de dúvidas dos clientes, especialmente após o aumento considerável que já vimos no imposto de herança e doação (ITCMD).

Embora nosso conteúdo seja sempre inspirado nos cenários comuns que acompanhamos na nossa prática jurídica diária no escritório, hoje faremos diferente: vamos explicar como a reforma tributária vai impactar diretamente a nossa relação de consumo diária. Afinal, grande parte dos artigos sobre o tema é escrita para profissionais da área tributária, deixando o consumidor confuso sobre o que realmente muda.

Por isso, iniciamos hoje uma série especial para descomplicar esse cenário. Nos próximos posts, vamos responder a perguntas cruciais. Para começar, vamos entender as bases do novo sistema de forma simples e direta.

calculadora, nota fiscal

Como a Reforma Tributária 2027 muda os impostos?

Em primeiro lugar, você precisa conhecer o chamado IVA Dual. A Reforma Tributária 2027 vai substituir os impostos atuais sobre o consumo por apenas dois novos tributos:

  • CBS (federal): Substitui PIS e Cofins.
  • IBS (estadual e municipal): Substitui ICMS e ISS.

O que é o Split Payment na Reforma Tributária 2027?

A grande novidade operacional desse modelo é o chamado split payment (pagamento dividido). De acordo com uma análise detalhada do portal JOTA, esse mecanismo promete revolucionar a arrecadação.

Atualmente, você compra um produto e a empresa recolhe o imposto dias depois. A partir de 2027, o pagamento será dividido na hora da transação.

Hoje, quando você compra um celular por R$ 3.000, você paga o valor total à loja e, posteriormente, a empresa apura e recolhe os tributos ao governo.

A partir de 2027, entra em cena o split payment. Funciona assim: no ato do seu pagamento (por Pix, cartão, etc.), o sistema bancário dividirá o valor automaticamente. Uma parte do dinheiro vai direto para os cofres públicos (recolhendo a CBS e o IBS) e o restante vai para a conta do vendedor.

A ideia é automatizar a arrecadação, reduzir a sonegação e, principalmente, garantir o direito ao crédito tributário para as empresas de forma rápida.

Os produtos vão ficar mais caros?

Essa é uma pergunta de praxe. No entanto, a resposta é: depende do setor.

Por um lado, a indústria deve se beneficiar da não cumulatividade (fim do imposto sobre imposto), o que pode baratear vários produtos. Ao passo que o setor de serviços e alguns produtos isentos podem sofrer reajustes. Isso ocorre porque isenções mal calibradas podem impedir as empresas de usar créditos de etapas anteriores, gerando custos ocultos que acabam repassados ao consumidor.

Em síntese:

  • Mudança na cumulatividade: Como o imposto pago em uma etapa gera crédito para a etapa seguinte de forma mais segura (graças ao split payment), muitas cadeias produtivas podem ter seus custos reduzidos, o que pode baratear produtos.
  • Paradoxo das isenções: De acordo com especialistas do portal JOTA, algumas isenções fiscais podem, ironicamente, encarecer produtos. Se uma empresa é isenta na venda, ela pode perder o direito de aproveitar os créditos das suas compras de insumos, transformando esse imposto acumulado em custo que acaba repassado ao consumidor.
  • Setor de serviços: Como esse setor costuma ter menos insumos para gerar créditos tributários, é possível que alguns serviços fiquem mais caros.

Resumo rápido

Conclusão

A Reforma Tributária não altera apenas a forma como as empresas pagam tributos; ela redefine a dinâmica do mercado. Compreender essas mudanças é fundamental para exercer a cidadania, acompanhar as discussões econômicas e tomar decisões financeiras mais conscientes no futuro.

Portanto, o cenário exige planejamento e informação. Não perca o próximo post da nossa série.

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