Olá pessoal, boa noite! No post de hoje vamos abordar sobre o tema: Quanto tempo demora um inventário? Entenda o que realmente determina a duração do procedimento.
Quando uma pessoa falece, a família enfrenta o impacto emocional da perda e precisa resolver questões patrimoniais urgentes. Nesse cenário, surge o inventário, procedimento essencial para identificar bens, direitos e dívidas do falecido e viabilizar a transmissão da herança aos sucessores.
Consequentemente, uma das perguntas mais comuns no escritório é: quanto tempo demora um inventário?
A resposta depende de diversos fatores práticos. O Código de Processo Civil estabelece que o inventário deve iniciar em até dois meses após a abertura da sucessão. Além disso, a lei prevê que o procedimento termine nos doze meses seguintes, permitindo que o juiz prorrogue esses prazos.
Contudo, esses limites legais não garantem a conclusão em um ano. Na prática, a duração varia consideravelmente conforme as características da família e do patrimônio.
O que torna o inventário mais rápido ou demorado?
O primeiro fator determinante é o consenso entre os herdeiros.
Quando todos os interessados concordam e são capazes, a lei permite o inventário extrajudicial por escritura pública em cartório. Essa via oferece enorme agilidade, especialmente quando a documentação dos imóveis está regularizada.
Por outro lado, o conflito entre os herdeiros exige a via judicial, o que prolonga a demanda. Ademais, outros fatores simples frequentemente causam atrasos significativos:
- Documentação incompleta dos bens;
- Imóveis sem regularização no registro de imóveis;
- Exigência de avaliação judicial do patrimônio;
- Existência de dívidas e pendências tributárias;
- Dificuldade para localizar todos os sucessores.
Por que o inventário não é apenas a divisão de bens?
É fundamental compreender que a partilha não significa apenas dividir a herança. Antes de distribuir os valores, a advogada precisa identificar o patrimônio real, verificar obrigações e calcular os tributos da transmissão.
Por isso, cada processo possui uma dinâmica própria. Dois casos semelhantes podem apresentar prazos opostos devido ao número de herdeiros ou à situação documental dos bens.
Judicial ou extrajudicial: qual modalidade escolher?
Entender a diferença entre a via judicial e a extrajudicial é a chave para prever o tempo do procedimento.
A Resolução CNJ nº 35/2007 disciplina os atos notariais e recebeu atualizações importantes pela Resolução nº 571/2024. Recentemente, em 2026, o CNJ promoveu alterações sobre o recolhimento do ITCMD nos inventários extrajudiciais, agilizando ainda mais o procedimento em cartório.
Portanto, antes de perguntar quanto tempo demora um inventário, a pergunta mais adequada é: qual é a modalidade aplicável ao seu caso?
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